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O Maior Mito sobre a Ação de Busca e Apreensão

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turbowp
OAB/CE 4418
· 5 min de leitura· Publicado em ago 2024

Com certeza, você já deve ter ouvido falar que o Banco “espera” que o financiamento esteja com pelo menos 3 parcelas em atraso para ingressar com a Ação de Busca e Apreensão do veículo…

Porém, isso não existe!

Primeiro, o que é a Ação de Busca e Apreensão?

A ação de busca e apreensão é um procedimento judicial em que o credor, geralmente uma instituição financeira, solicita à Justiça a retomada de um bem financiado, como um carro, em razão de atraso nos pagamentos por parte do devedor. Após a concessão da liminar pelo juiz, o bem pode ser apreendido de forma imediata, sem aviso prévio, e o devedor perde o direito de uso até que a dívida seja regularizada.

Quando a Busca e Apreensão pode ser Contestada?

Embora a busca e apreensão seja uma medida legal, o devedor tem o direito de contestá-la em determinadas situações:

  1. Irregularidades na Notificação: O credor deve enviar uma notificação ao devedor informando sobre a inadimplência e dando um prazo para a regularização. Se essa notificação não foi enviada corretamente, a ação de busca e apreensão pode ser anulada.
  2. Pagamentos Realizados: Se o devedor tiver realizado o pagamento das parcelas em atraso antes da execução da busca e apreensão, a ação pode ser considerada inválida.
  3. Revisão Contratual: Uma das possibilidades mais relevantes para o consumidor é a revisão do contrato de financiamento, que pode identificar cláusulas abusivas, cobranças indevidas de juros, taxas ou tarifas ilegais.

Como funciona a Revisão do Contrato de Financiamento?

A revisão contratual é uma análise detalhada do contrato de financiamento para identificar e questionar cláusulas que possam ser consideradas abusivas ou ilegais. Algumas das principais questões que podem ser revistas incluem:

  1. Juros Abusivos: Verificar se a taxa de juros aplicada no contrato está dentro dos limites legais e se foi corretamente informada ao consumidor.
  2. Cobrança de Taxas Irregulares: Muitas vezes, os contratos de financiamento incluem taxas administrativas, de abertura de crédito, ou seguros que não foram previamente acordados ou são cobrados de forma indevida.
  3. Capitalização de Juros (Juros sobre Juros): A prática de cobrar juros sobre juros, conhecida como anatocismo, é ilegal em muitos casos e pode ser questionada judicialmente.
  4. Cláusulas Abusivas: Cláusulas que favorecem excessivamente a instituição financeira em detrimento do consumidor podem ser consideradas nulas, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Vantagens de Revisar o Contrato de Financiamento

  • Redução da Dívida: Ao identificar e eliminar cobranças indevidas, o valor total da dívida pode ser reduzido significativamente.
  • Evitar a Perda do Bem: Uma revisão contratual bem-sucedida pode suspender a ação de busca e apreensão, permitindo ao devedor manter o bem enquanto renegocia a dívida.
  • Recuperação de Valores Pagos: Em alguns casos, o consumidor pode ter direito à devolução de valores pagos em excesso, corrigidos monetariamente.

Quanto tempo o banco espera para entrar com a Busca e Apreensão?

A lei prevê apenas que o devedor deve estar em “mora”, ou seja, em atraso com o pagamento das parcelas, para que o banco envie uma notificação extrajudicial, com a finalidade de regularizar o débito e, caso o devedor não realize em pagamento, a ação de busca e apreensão será proposta.

Por isso, se você está negociando o pagamento das parcelas em atraso com o banco, a instituição financeira já deve estar lhe processando, isso por que é muito comum que o banco mantenha contato com o devedor, até que o Juiz decida sobre a liminar da busca e apreensão.

O que fazer se as Parcelas do Financiamento estão em Atraso?

  1. Procure um Advogado Especializado: A primeira medida é buscar orientação de um advogado especializado em direito bancário. Ele poderá analisar a situação e identificar as melhores estratégias para sua defesa, incluindo a revisão do contrato.
  2. Reúna Documentos: Junte todos os documentos relacionados ao financiamento, incluindo o contrato original, comprovantes de pagamento e qualquer correspondência com a instituição financeira.
  3. Analise a Possibilidade de Acordo: Em alguns casos, pode ser interessante tentar um acordo com o banco, renegociando a dívida de forma a evitar a perda do bem e possibilitando um acordo de até 90% de redução na dívida.

Conclusão

A ação de busca e apreensão pode ser um momento de grande pressão para o consumidor, mas é importante saber que existem formas de defesa, incluindo a possibilidade de revisar o contrato de financiamento. Identificar e contestar cláusulas abusivas ou cobranças indevidas pode não apenas evitar a perda do bem, mas também reduzir a dívida e proteger seus direitos como consumidor.

Se você está enfrentando uma ação de busca e apreensão ou deseja revisar seu contrato de financiamento, entre em contato com um advogado especializado em direito bancário. Nossa equipe está pronta para analisar seu caso e orientar sobre as melhores medidas a serem tomadas. Não deixe seus direitos de lado!

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turbowp

Advogado · Especialista em Direito Bancário · OAB/CE 4418

Atua na reestruturação de passivos de empresários e empresas, com soluções de Direito Bancário Empresarial em todo o Brasil.

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